O software educacional na aprendizagem de pessoas com deficiência

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As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) vêm modificando as relações do indivíduo com o saber, a cultura, a informação e o conhecimento. Neste contexto destacamos a utilização dos jogos, que ao mesmo tempo em que incentivam e divertem, auxiliam no aprendizado (TAROUCO; ROLAND; FABRE; KONRATH, 2004). Por apresentar estas características, a utilização de jogos no apoio ao processo educacional tem atraído cada vez mais o interesse de vários pesquisadores e educadores, que entendem os jogos como ferramentas instrucionais eficientes.

Os jogos podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo e para as funções intelectuais superiores (VYGOTSKY, 1991) como, por exemplo, para memória, atenção voluntária, pensamento verbal, linguagem, conceitos e planejamento. Considerando a natureza interativa do ser humano, a sua capacidade de interpretar o mundo e estabelecer relações entre os objetos para apreender sua função e, também modificá-la é o que torna viável o deslanchar do conhecimento, com a modificação cognitiva resultando em aprendizagem. Esta propriedade é inerente a toda e qualquer pessoa, tenha ela um desenvolvimento sem alterações ou atípico.

Portanto, para que se verifique a aprendizagem é preciso notar alguma modificação no comportamento da pessoa em relação ao objeto ou situação. Por exemplo, quando se usa a palavra “caderno” para um conjunto de folhas de papel presas por grampos ou costuradas, envolta em uma folha de papel diferente das demais, este uso para este tipo de material e não outro é resultado de uma aprendizagem, respaldada em um contato social. Estas aquisições, quando uma pessoa apresenta uma deficiência intelectual são diferenciadas, uma vez que há um funcionamento alterado em relação a sua forma de entender e agir, que difere do esperado para a sua idade cronológica. Segundo Luckasson et al, (2002, p.8) a deficiência intelectual é “uma incapacidade que se caracteriza por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto na conduta adaptativa expressa nas habilidades adaptativas conceituais, sociais e práticas”. Esta incapacidade deve se manifestar antes dos 18 anos.

Os softwares educacionais enriquecem na aprendizagem desses alunos uma vez que leva ao aluno com deficiência inserção cultural, atuando como um parceiro para o desenvolvimento do intelecto estimulando o pensamento, a memória, coordenação, agilidade e entusiasmo. Faz com que ele possa processar fatos e fazer interferências lógicas durante a resolução dos problemas e a enxergar o erro não como fracasso e sim como algo que ele tem a capacidade e possibilidade de refazer até que chegue a resposta correta, com ou sem auxílio.

rafa02O professor que aprimora o seu conhecimento utilizando essa fermenta com objetivo está permitindo um desenvolvimento do sujeito no qual suas potencialidades estarão sendo desenvolvidas podendo ampliar suas capacidades intelectuais e motoras. O uso de softwares educativos para pessoas com deficiência mostra-se uma ferramenta chave, propiciando ao sujeito uma aprendizagem voltada para suas condições, compensando assim, uma ou mais funções inexistentes ou, que não foram desenvolvidas em decorrência de fatores orgânicos ou sociais.

Refêrencias

LUCKASSON, R. et al. Mental retardation: definition, classification, and systems of supports. Washington. American Association on Mental Retardation, 2002.

 

TAROUCO, L.M.R.;ROLAND, L.C.;FABRE, M-C.J.M.; KONRATH, M.L.P. Jogos
educacionais. Novas tecnologias na educação CINTED-UFRGS Porto Alegre, v.2, Março, 2004, p. 1-7.

 

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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